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sábado, 30 de março de 2013

Um dia de PAZ!!!

" Nesta peleja não tereis que pelejar; parai, estai em pé, e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém; não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco." II Cr 20:17

   Quando o lema do ano chegou pensei: "Senhor, o que quer dizer? Será um ano de batalhas ou vitórias?". Que pensamento o meu né, todos os anos temos batalhas travadas... afinal sem elas não há como proclamar as vitórias... Como já noticiei aqui, meu pai querido sofreu um acidente de carro... Aí começou uma verdadeira batalha...

   10 de março de 2013 - Participei da 3ª Grande Reunião, apesar da semana conturbada (falecimento de meu tio, internação de minha mãe) e um furúnculo extremamente doloroso e inflamado. Coloquei em meu coração que a dor na carne não me tiraria a benção de participar do evento. Hoje tenho certeza de que enquanto estava lá (e por estar lá) o Senhor me honrou sobremaneira e deu ao meu pai um grande livramento. Meu coração testifica isso... Cheguei em casa tarde, 23h 30min, cansada e com muita dor, mas feliz demais. À 1h 15min meu telefone tocou. Era meu irmão avisando que papai sofrera um pequeno acidente e que estava bem, mas precisava ser transferido do hospital de Santa Teresa para Vitória, pois lá não seria possível fazer todos os exames necessários. Passamos a madrugada lutando com o plano de saúde para liberar uma ambulância...
   11 de março de 2013 - Por volta de 10h meu pai chegou ao CIAS (Hospital da Unimed). Estava lá para acompanhá-lo. Exame daqui e de lá, espera pelo plantonista que não fica no hospital... não entendi a lógica disso, mas... e depois de quase 20 horas deitado sobre a prancha, com o pescoço imobilizado e muitas reclamações minhas, finalmente o médico chegou para avaliá-lo. Olhou seus exame e falou: "Se eu apenas tivesse visto os exames de seu pai, sem tê-lo visto se movimentando, diria que se tratava de um tetraplégico..." Minha cabeça girou. Continuou: "A lesão é muito grave, qualquer movimento pode seccionar a medula e deixá-lo sem movimento do pescoço abaixo. Precisa ser operado. Fazer ressonância. Ficar imóvel..." as palavras foram ficando distantes, eu escutava, mas não ouvia....
   Depois disso meu pai passou oito dias deitado no leito, com o pescoço imobilizado e na mesma posição. Achei que ele ia enlouquecer. E eu também... A cirurgia levou todo esse tempo para acontecer. Primeiro não podia ser feita por causa do remédio que ele toma, precisava passar o efeito. Depois a médica, única especialista no estado, que não tinha horário na semana. Tentamos, em vão, trazer uma de São Paulo com recursos particulares, mas a dita também não tinha disponibilidade. Esperamos. O relógio andou para trás...nunca vi uma semana demorar tanto para passar. 
   Por fim o dia chegou... 18  março de 2013...  A cirurgia ia durar umas 14h, mas encerrou com metade do tempo e com sucesso total. Pensei que o tormento tinha acabado ali. Não pude passar a noite no hospital, pois ele estava entubado, mas fui ao horário de visita no outro dia e quando cheguei lá ele se queixou comigo de dor no peito. Chamei o médico e o mesmo constatou que ele estava infartando. Depois disso vieram a espera por um cateterismo que constatou a necessidade de uma angioplastia... Foram dias difíceis, cansativos. Com autorização para permanecer com ele na UTI, meu marido e eu passávamos dias e noites lá, revezando.
   Gente, que batalha! Vencíamos uma, em seguida sobrevinha outra. Enquanto esperava a marcação da angioplastia, sentada ao lado dele na UTI e perguntando a Deus quando as provações findariam, o Senhor me fez lembrar o lema do ano. Tentei lutar, mas não percebi que a batalha não era minha... Ali, caí na real e vi todos os livramentos que o Senhor concedeu... nunca um lema fez tanto sentido pra mim... nesse momento também o Senhor falou que estávamos passando pela última etapa.
   Por fim, quinta-feira à noite, após dezoito dias de internação, dezessete deles na UTI,  papai recebeu alta!!! Aleluia! Ontem passamos um dia de paz... a mais doce paz... aquela que só pode vir do Senhor! Agora é esperar que se recupere totalmente. Ainda está um pouco fraco, com os movimentos dos braços melhorando gradativamente. Foi uma experiência intensa, mas hoje posso dizer que sou testemunha não de um, mas de vários milagres. 
   Com toda gratidão que existe em mim agradeço ao Senhor e aos servos devotados que colocaram diante de Deus a vida de meu pai em oração... tenho absoluta certeza de que fez toda diferença. Nós sentíamos isso... é inexplicável...
   Nossa rotina será aos poucos retomada e espero poder, ainda esta semana, postar no blog lindos arranjos que estão guardadinhos... Agradeço a compreensão e as mensagens de encorajamento que recebi nesse período, me trouxeram alento e renovação de ânimo. Este espaço, graças a Deus, só me traz alegria... espero que a vocês também! Um grande abraço, com toda minha gratidão!
   Beijos, Márcia Rocon

Mamãe, Papai querido...rs. e minha irmã, Myriam......É amor demais.... !


   

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